terça-feira, 22 de setembro de 2009

Spread Smile


Em Vancouver quando você acorda no final de semana e não tem absolutamente nada para fazer e quando o tempo ajuda com um dia bonito de sol, muitas vezes a melhor opção é dar uma boa caminhada pelo Stanley Park, o parque público mais famoso da cidade. Sempre é possível encontrar situações diferentes e engraçadas, o parque nunca é o mesmo. É um ótimo lugar para encontrar alguns amigos que vão fazer o mesmo que você, nada. Apenas aproveitar o dia.


Andando pelo parque você chega a praia de English Bay, que fica bem ao lado do Stanley, talvez a mais conhecida e popular por aqui. Famílias com crianças, gente jovem e bonita, idosos, todo mundo aproveita para passar por lá e curtir bons momentos. Especialmente agora, quando o sol está indo embora com o final do verão.


Em um domingo desses fui até lá com alguns amigos e, claro, encontrei uma situação inusitada. Talvez a mais divertida do último mês. No Brasil a gente costuma encontrar os famosos artistas de rua, como aqui também, que tentam vencer a vida pela arte e com a ajuda de quem passa pelas calçadas. Mas eu nunca vi alguém como esse rapaz.


O nome artístico dele é Spandy Andy, tem 22 anos, trabalha como técnico de computador e garçom. Aos finais de semana ele se transforma e vai para as ruas fazer o que mais gosta, dançar. Ele passa o dia inteiro dançando, só pára apenas alguns instantes para tomar água. O melhor de tudo é o motivo: ele dança somente para fazer as outras pessoas felizes. Não pede nada em troca, quer apenas distribuir sorrisos.


Com roupas extravagantes, um estilo meio à la anos 80, bem exagerado, e com um rádio de break dancers, o jovem dançarino se diverte fazendo as outros rirem. Eu conversei rapidamente com ele por e-mail e a resposta sobre o motivo das apresentações é bem clara: "Eu faço a performance do SpandyAndy porque eu amo fazer isso. Fazer as pessoas rirem, se sentirem meio malucas, é o que mais gosto na minha vida".

Spandy tem o sonho de fazer da dança e do entretenimento seu trabalho. Somente há seis meses começou as performances e, nesse verão, as apresentações nas ruas. Dos shows ele não recebe nenhum valor em troca. "A única coisa que me ajuda e me incentiva são os risos de todo mundo que assiste a performance, quando alguém me envia uma mensagem agradecendo isso me basta e me impulsiona", finaliza ele.


Eu fiz um video desse momento no parque e uma seleção de alguns outros do You Tube para vocês conhecerem o Spandy Andy.


http://www.youtube.com/watch?v=yzoEZmn2qG0

http://www.youtube.com/watch?v=b3YUAtdZ1is





Para quem quiser saber mais sobre SpandyAndy ele tem um site: www.spandyandy.com

domingo, 30 de agosto de 2009

Lições de uma partida de football


A primeira das lições pode parecer um pouco de ignorância, mas não é. Apenas uma pura e simples constatação. Para um brasileiro como eu, que pouco entende do nosso bom e velho futebol - somente as informações básicas para não ficar perdido na conversa de botequim - , definitivamente não dá para compreender esse tal football (ou football americano). São tantas regras, elementos, contagem de pontos, sem condições. O football canandense ainda tem algumas diferenças em relação ao americano, mudam alguns detalhes na contagem de ponto. Que eu também não consegui identificar muito bem.

Mas existem outros fatores que são de fácil entendimento. Não precisa ser um expert, ou um apaixonado pelo esporte, para notar quais motivos fazem com que a máquina esportiva por aqui funcione muito melhor que a nossa tupiniquim. Essa lição nossos cartolas poderiam aprender.

A partida não é apenas um jogo, mas sim um grande espetáculo. A começar pela entrada dos jogadores, eles são recebidos com festa, música, são astros que entram em campo. Óbvio que o time da casa, o outro, o visitante, não recebe nenhum holofote. Hino cantado ao vivo, por inteiro, nada de gravação pela metade. Tudo é narrado ao vivo, de dentro do campo, para o estádio, e transmitido em um grande telão. A torcida é chamada a participar o tempo todo, com momentos do torcedor, entrega de brindes, momentos que dão brilho ao evento. O que mais chama atenção é o apelo publicitário, a cada parada regulamentar um novo patrocinador tem a marca exposta em ações de merchandising.

O jogo tem um tempo muito superior do que o nosso futebol, são três horas de duração. Mas será que ações desse tipo não tirariam nossos times da “falência” e dariam uma cara mais profissional e empresarial ao nosso esporte paixão nacional?

Outro ponto importante que podemos aprender, não se vê conflitos entre as torcidas, que não são separadas. A rivalidade só é vista em pequenas “provocações” na comemoração dos pontos. Com isso as famílias conseguem ir assistir aos jogos sem preocupação e medo.

Um detalhe, aqui em Vancouver, no Canadá, o principal esporte, o mais popular e mais caro, não é o football, mas sim o hockey no gelo.





































































































































quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Apaixonados por fila


Olá amigos!

Quem disse que só no Brasil as pessoas são apaixonadas por fila?!
Vejam só, há dois dias uma fila quilométrica se formou no centro de Vancouver. Num primeiro momento, quem passava pela região não entendia muito o que acontecia, mas sempre tem um canadense amigo para informar. Era simples, a inauguração da mais nova linha de trem da cidade, a Canadian Line.
Há quem diga que esse tenha sido o maior evento do verão por aqui. Um investimento de cerca de $2 bilhões de dólares canadenses em uma linha com 19 quilômetros de extensão, que liga o centro da cidade ao aeroporto, passando por outros bairros. Todos queriam ver a novidade do transporte canadense, por lá passaram quase 100 mil pessoas, que esperaram, ansiosamente tranquilas, cerca de 2 horas para entrar na nova atração. Um paradoxo? Sim, aqui quase não se nota a ansiedade.
O trem é interessante, sem condutor, todo automatizado, extremamente moderno. Porém a fila chamou mais atenção que tudo. Uma mistura de povos, línguas, gente com todas as feições possíveis e imagináveis. O indianos com turbantes, as mulçumanas com véus, já os coreanos, chineses e japoneses adivinhem com o que? As maravilhosas máquinas fotográficas. Mas todos de uma classe canadense impressionante. Quietos, sem barulho, apenas em fila.
Eu gostaria muito de mostrar uma foto desse momento para vocês, mas eu sou brasileiro e não asiático. Não entendeu né?! Simplesmente deixei minha máquina extremamente bem guardada em casa, em berço esplêndido. Ainda aprendo não esquecer esses equipamentos.
Peguei algumas imagens em um dos jornais daqui para vocês terem uma noção. Não se assustem, tem muita gente, mas foi só o primeiro dia. O transporte aqui em bem mais tranquilo.
Ah, nem tudo é perfeito, ontem a tal linha nova ficou ligeiramente lenta.


Voltando para casa

Olá amigos!
Hoje decidi fazer o percurso da escola para casa a pé, aí estão algumas fotos desse caminho.



Esta a casa onde estou morando, quer dizer, os fundos dela. Ainda não fiz uma foto da frente.

Sujeito feliz em Vancouver voltando da aulinha.

Burrard Bridge, uma das pontes que liga o centro ao lado o oeste da cidade.




Igreja de Santo André, fica na Burrard Street. Outras ruas pelo centro da cidade.








domingo, 16 de agosto de 2009